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Da janela da Casa-Horizonte, a cidade se revela em camadas.

  • Foto do escritor: Lucas de Vasconcellos
    Lucas de Vasconcellos
  • 7 de mar.
  • 1 min de leitura

por Lucas de Vasconcellos

Da janela da Casa-Horizonte, a cidade se revela em camadas. Primeiro, os telhados próximos da Lagoinha, um mosaico de casas, antenas, caixas d’água e árvores que insistem em crescer entre o concreto. Mais adiante, o centro de Belo Horizonte se ergue em torres que parecem tentar tocar o céu. E, ao fundo, como quem sustenta tudo em silêncio, repousa a Serra do Curral.

Essa paisagem não é apenas um horizonte geográfico. É também um horizonte de memória. Cada edifício, cada rua e cada vazio carrega vestígios das forças que construíram a cidade: o trabalho das pedreiras, o fluxo de quem chegou, as histórias que permanecem.

Daqui de cima, a cidade parece estável. Mas quem vive a Lagoinha sabe que ela está sempre em movimento. O horizonte muda com a luz, com o tempo, com as pessoas que atravessam suas ruas.


A Casa-Horizonte é um lugar de observação. Um pequeno satélite urbano de onde se tenta compreender como paisagem, memória e vida cotidiana se entrelaçam na construção do território.

 
 

Produção:

Realização:

Régua LPG Monocromatica Preta (1).png
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